IT'S NOT ONLY ROCK 'N ROLL BABY!
VOCÊ MAIOR

(li isso na ZH de domingo. Se não leram, boa leitura)

As redes sociais alimentam, mas não são as únicas responsáveis pela egolatria que tomou conta do mundo. Vivendo numa bolha chamada sociedade de consumo, cada um de nós passou a ser encarado como um produto e, como tal, precisa se vender. Para se colocar bem no mercado do amor e no mercado de trabalho, tornou-se obrigatório apresentar um perfil, e então tratamos de falar muito sobre nós, sobre nossos atributos e tudo o que possa fazer a gente avançar em relação à concorrência, que não é pequena. Somos os publicitários de nós mesmos, uns mais discretos, outros mais exibidos, mas todos procurando encantar o próximo, que propaganda nada mais é do que isso: a arte de seduzir.

 Contraditoriamente, quando se torna necessário falarmos não de nossos atributos, mas de nossas dores, de nossas inseguranças e de nossos defeitos, fechamos a boca. Mesmo os que estão bem perto, aqueles que nos são íntimos, não escutam a nossa voz. Calamos por temer um julgamento sumário. Produtos precisam ser eficientes, não podem ter falhas.

 A boa notícia é que tudo isso é um absurdo. Não somos um produto. Não precisamos de slogan, embalagem, jingle. Estamos aqui para conviver, e não para sermos consumidos. E, se quisermos que realmente nos conheçam, o ideal seria parar de nos anunciarmos como o último copo d’água do deserto.

 O documentário Eu Maior, um dos trabalhos mais tocantes a que assisti nos últimos tempos, traz o depoimento de filósofos, artistas, cientistas e ambientalistas sobre quem verdadeiramente somos e como devemos nos relacionar com o universo. Entre várias colocações ponderadas, teve uma de Marina Silva que tomei como uma lição de comportamento: “Você descobre a qualidade de uma pessoa não quando ela fala de si, mas quando ela fala dos outros”.

 Ou seja, o que revela sua verdadeira natureza são os comentários venenosos que costuma distribuir ou os elogios que faz sobre amigos e desconhecidos. São as fofocas que oculta para não menosprezar seus semelhantes ou que espalha por aí, acrescentando uma maldadezinha extra. Você é avaliado de forma mais precisa através da sua capacidade de enaltecer o positivo que há ao seu redor ou de propagar o negativismo que sobressai em tudo o que vê. Você demonstra que é uma pessoa maior – ou menor – de acordo com sua necessidade de diminuir ou de valorizar aqueles que o rodeiam, de acordo com um olhar que deveria ser justo, mas que quase sempre é competitivo. É através das suas palavras amorosas ou das suas declarações injuriantes que os outros saberão exatamente quem é você – pouco importando o que você diga sobre si mesmo.

Sobre você mesmo, deixe que falemos nós.

(Source: kardashy)

slim-and-svelte:

femalewrappers:

niall horan is such an inspiration

im crying

(Source: pinksvoice)

slim-and-svelte:

integri-tea:

happy-follows-sweaty:

twenty2ndyear:

imgonnamakeachange:

me

Is it weird that this feels more inspirational than any real person before and afters?

is it weird that i find these guys and how they move in the 2nd pic attractive?

Nope. Confidence is attractive

the captions tho like word

(Source: three-odd-glares)

“That’s all right,” she says, and I have to wonder how many times she’s said that to the people in her life who screwed her over somehow.
Unknown  (via embryons)

(Source: scuanias)

my-typewritten-thoughts:

Paper Towns by John Green
hplyrikz:

I can relate to this

hplyrikz:

I can relate to this

(Source: whitepaperquotes)

(Source: zeyx)

nevver:

Calvin and Hobbes
Alto

Eu não tenho medo de voar. Eu tenho medo de estar fechada num lugar e de ter escolhido estar fechada nesse lugar. Tenho medo porque meus pés sentem o chão mas ele é falso. Meus pés sempre me obrigam a sentir a verdade e eu sou obrigada a dizer a eles que aquele chão não dura e nem é de terra. Tenho medo do absurdo que é sorrir e dizer “guaraná normal e sem gelo, grata” enquanto se quer dizer “que merda é essa de estar voando se não sou a porra dum passarinho?”. Agora, se eu pudesse escolher o maior de todos os medos, eu diria “a chance disso acabar agora é muito pequena”. Estou sobrevoando, sem inteligência, a água profunda que aprendi a chamar de casa mas também de intervalo. A verdadeira angústia de voar é estar acima da nossa vida. Voar é tornar nossa rotina banal. Estou voando há dias, de primeira classe, com vista para o desenho de um país que não sei o nome. Ao lado de uma pessoa que, até que enfim, não é mais uma barrinha de cereal.

I think I fall in love a little bit with anyone who shows me their soul. This world is so guarded and fearful. I appreciate rawness so much.
hippybeachgirl (via hippybeachgirl)

(Source: lovespulse)

revolutionaryrainbows:

YAAAAS NANCY DON’T BE NICE

(Source: elvuciic)

(Source: detector)